sábado, 29 de novembro de 2014

Quem tem direito a brincar?

Como na maior parte das casas hoje em dia, cá em casa também há imensos brinquedos. Mas, quando um se lembra de brincar com uma coisa, os  outros dois, apesar de terem mais de 1001 opções (se calhar estou a exagerar...), naquela altura só querem aquilo com que o irmão está a brincar! É como se não existisse mais nada e parecem as crianças mais infelizes do mundo por não conseguirem agarrar aquele que parece ser o único brinquedo da casa! Resultado, instala-se a confusão em menos de um segundo. Choram, gritam, fazem queixinhas, até se empurram e batem às vezes...Por isso, definimos uma regra: o primeiro a começar a brincar com uma coisa, tem direito a brincar com essa coisa até se fartar. Quem quer o brinquedo tão desejado vai ter de esperar. Quem está a brincar, não tem de deixar o brinquedo a meio, porque um dos irmãos também o quer. Depois de várias vezes cair na tentação de dizer «vá lá, empresta lá isso ao mano que ele está a chorar e é pequenino», percebi que não é justo para quem mais vezes (os mais velhos são sempre os mais sacrificados) tem de pôr a sua própria vontade de lado para satisfazer a do outro. Na minha opinião esta atitude beneficia as duas partes. A que fica com direito a brincar porque fica mais confiante quanto aos seus direitos, e a outra porque aprende a esperar e a respeitar a vontade do outro. Não se trata de saber ou não partilhar, porque desde que o brinquedo não esteja «ocupado» qualquer um pode brincar com o que quiser, mas sim de respeitar a vontade do próximo. Não me parece saudável que cresçam a pensar que se fizerem uma birra, podem ter aquilo que querem!



Os mais pedidos cá em casa ao Pai Natal pelos miúdos:



 E por mim:


Zara
Zara
Zara
Bimba & Lola




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